quixote

Leituras

George Steiner, em After Babel, afirma que "'Pierre Menard, autor do Quixote’ (1939) é provavelmente o mais agudo e denso comentário que se dedicou ao tema da tradução".[1] E acrescenta: "Poderia dizer-se, no estilo de Borges, que os estudos sobre a tradução de que dispomos, não são mais que comentários de comentários."[2]

Ou, como formula Rosemary Arrojo, (Pierre Menard é)

"um dos comentários mais brilhantes e mais completos que já se escreveu sobre os mecanismos da linguagem e suas implicações para uma teoria da tradução e para uma teoria da literatura"[3].

É bastante relevante a observação de Steiner de que os estudos de tradução usuais não passam de "comentários de comentários".  Em sua maioria, os comentários de tradução investem sobre a tradução "de fora", discutindo questões de língua, que passaram totalmente ao largo de "Pierre Menard", de técnica ou de método, que são contingentes, enquanto Borges foi direto à questão de fundo: as relações entre autor e tradutor, entre o texto e sua leitura.  Para ele, "o livro não é um ente incomunicado: é uma relação, é um eixo de inumeráveis relações."[4]

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Gente

Harold Alvarado Tenorio por Darío Henao Restrepo


harold_alvaradoHarold Alvarado Tenorio (Buga, 1945) es una de las voces más singulares y refinadas de la poesía contemporánea colombiana. Sus viajes imaginarios y reales por el mundo le han brindado una vasta experiencia, materia de una obra poética que él ha sabido decantar con la paciencia de un monje chino.

De su primer libro, Pensamientos de un hombre llegado el invierno (1972), pasando por En el valle del mundo (1976), Recuerda cuerpo (1983), Libro del extrañado (1986), El Ultraje de los años (1986) hasta Espejo de máscaras (1987) asistimos a la acumulación de un poco más que 90 poemas en los que mantiene una alta factura y una rara ternura que nace de la perplejidad y de un asombro renovado en cada poema.

Igual que a su maestro Borges, como advierte James J. Alstrum, a Alvarado le acongoja el paso inexorable del tiempo y se preocupa por el gozo del momento efímero y la perdurabilidad del recuerdo mediante la palabra. El cuerpo como espacio placentero y frustrante al mismo tiempo, lección aprendida del griego Constantino Kavafis a quien tradujo con mucho acierto, es un tema medular en su obra. La mágica y sobria síntesis de reflexión, cuerpos amados y olvidados, indistinción de voces masculinas y femeninas, melancolía, ciudades y amores extraviados, nostalgias, desencanto, rabia, dolor y asco de las miserias del mundo, configuran una lúcida conciencia, una recia y exuberante personalidad poética. La fuerza sostenida de sus poemas expresa a un hombre vital que es capaz de adentrarse en todas las formas de la experiencia humana y no tiene reato para increpar su propia vida. Sin afeites, subterfugios o recatos, en contravía de la tradición pacata de la poesía colombiana, Alvarado corre velos e instala su mirada descarnada e irónica.

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Novidades

De 27 de setembro a 1º de outubro.

A Semana do Tradutor é um evento já tradicional, promovido anualmente desde 1981, quando se formava a primeira turma do curso de Bacharelado em Letras com Habilitação de Tradutor, do qual têm participado especialistas e estudantes universitários das diferentes regiões do país.

As Semanas do Tradutor têm-se firmado como espaço para discussão e debate de questões relacionadas à tradução e tudo o que o seu processo envolve, constituindo-se em uma oportunidade de intercâmbio entre estudiosos e profissionais da área.

http://www.eventos.ibilce.unesp.br/semanadotradutor/index.php

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Gente

Paulo Lins por Francisco César Manhães Monteiro e Ana Paula Alves Ribeiro

Santa Teresa (Rio de Janeiro), 16 de maio de 2001.


FM: O Schwarz (Roberto) numa crítica do trabalho que lhe fez ele disse que havia identificado uma influência dos naturalistas...

PL: Eu não sirvo para ser naturalista não... na verdade para este trabalho, eu pouco li os naturalistas... eu li muito os modernistas porque eu não tinha muito uma tragédia urbana, uma referência de uma tragédia urbana porque o que a gente tem mais na literatura é uma tragédia rural e eu peguei muito José Lins do Rego, muito Guimarães Rosa e na verdade assim, eu não tenho uma influência direta e assim, quando você está escrevendo um romance, tudo que vem na minha mão, eu lia. De Edgar Alan Poe a Hoffman, Gabriel García Marquez, Jorge Amado... eu não segui um modelo literário...

  FM: Por exemplo, você leu O Cortiço...

PL: Li O Cortiço... mas eu li O Cortiço quando eu era menino e depois eu não reli para o trabalho. Quer dizer, eu reli para dar aula, eu sempre releio para dar aula. Mas para fazer o romance na verdade eu não tive... O Schwarz fala isso porque é um livro baseado na realidade, é um livro realístico, mas eu já discuti isso muito com ele e já falei que não tive a intenção de ser naturalista.

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